Estrela Amadora 1-1 Pontassolense

Valeu apena acreditar até ao fim
 
A equipa do Pontassolense fez valer a velha máxima: “acreditar até que o árbitro apite para o final.” E na realidade foi isso que os pupilos de Vítor Miguel fizeram e acabaram por recolher os respectivos frutos por terem respeitado esses conselhos.

Se na realidade a equipa da casa jogou melhor, dominou, criou oportunidades e marcou durante a primeira parte, não é menos certo que na segunda etapa da partida o Pontassolense conseguiu impor um novo ritmo de jogo, atacando sempre com acutilância, obrigando o Estrela a uma defesa constante e a recorrer do contra-ataque para chegar à baliza madeirense, embora nem sempre tenha tido êxito.

Na primeira parte o Pontassolense poderia ter marcado após um centro da esquerda de Carlo, quando Gégé, na intenção de desviar o centro, quase fazia um auto-golo.

Foi ainda os insulares que de novo criaram uma soberana ocasião com um livre de Valter à passagem da meia hora. Só que depois o domínio foi dos homens da casa que aos 31 minutos marcaram por intermédio de Abel.

O Estrela abrandou um pouco e o Pontassolense acabaria por equilibrar a partida até ao final do primeiro período.

Na segunda metade, o domínio pertenceu aos insulares com Gleibson, sempre muito activo e perigoso, após um remate de cabeça após um canto, a obrigar o guarda-redes a uma grande defesa, aos 84 minutos. O mesmo jogador, logo a seguir, voltou a atirar com muito perigo, mas à figura do guardião.

Já no final da partida Anselmo poderia ter aumentado para o Estrela, mas no último segundo do encontro, dos quatro minutos dados pelo árbitro para compensação, o Pontassolense acabaria por chegar ao golo.

O canto da esquerda foi convertido por Bruno e Gleibson não teve contemplações em colocar o esférico na baliza de Janota.

Reacções

Jorge Paixão (técnico do Estrela da Amadora): “Não esperava este resultado porque fomos muito superiores ao nosso adversário, pois fizemos uma grande exibição, fomos a melhor equipa em campo, só que não se justifica a compensação que o árbitro deu, pois o golo que sofremos no último segundo penaliza-nos bastante depois de termos tido tantas oportunidades desperdiçadas”.

Vítor Miguel (técnico do Pontassolense): “Fomos superiores na segunda parte e o golo é a prova de que os jogos deverão ser sempre disputados até ao último segundo, embora reconheça que fomos felizes no último minuto, mas também já fomos menos felizes noutros encontros. Os meus jogadores mereceram este empate por aquilo que fizeram principalmente durante a segunda parte”.
Fonte: DN 21/12/09

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