João Vieira do Mar – 50 travessias do Atlântico

Um bem haja, ao madeirense João Vieira, que reside na freguesia da  Madalena do Mar, mais concretamente ao sítio dos Lombos, concelho da Ponta do Sol.

“O madeirense João Vieira, ou melhor, João do Ilhéu, já navegou 175.000 milhas. O equivalente a seis voltas ao mundo! Uma paixão pelo mar que o fez deixar, há 30 anos, um curso superior de engenharia 
 
Aos 52 anos de idade, João António Vieira – o ‘João do Ilhéu’ como é conhecido no meio náutico – continua a sonhar, tal como acontece há mais de 30 anos, quando quis conhecer o Mundo, deixando para trás tudo e todos, nomeadamente um promissor curso superior de engenharia.

As suas 50 travessias do Atlântico, a última das quais concluída na Bretanha Francesa, no passado mês de Abril, renderam-lhe nos últimos dias várias e merecidas homenagens de amigos de clubes e entidades oficiais.

João António Vieira nasceu na freguesia de Santa Luzia, a 10 de Agosto de 1956, e desde cedo revelou-se um bom aluno. “Aos 18 anos concluí os meus estudos na Escola Industrial. Por vontade do meu pai fui estudar engenharia mecânica no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Como até era um curso de que eu gostava e aplicava-me nas ‘cadeiras’, concluí o segundo ano sem grandes problemas”.

Mas a paixão pelo mar, que no decorrer da sua infância e adolescência não se manifestara de forma deliberada, surgiu na sua “estada em Lisboa”, como fez questão de salientar. “Talvez o facto de ser ilhéu, o chamamento para o mar e para as actividades náuticas foi crescendo em mim, o que me levou a procurar um clube onde pudesse aprender a velejar. Nessa altura descobri, no Poço do Bispo, perto de Santa Apolónia, junto ao rio Tejo, um clube náutico, o qual me permitiu dar as primeiras velejadas, iniciando-me, dessa forma, na modalidade. O bichinho do mar depressa se instalou em mim”.

Decorria o ano 1974. “Convulsões políticas à parte, pois estávamos em vésperas da ‘revolução dos cravos’, o que eu queria era aprender mais sobre o mar, sobre a vela. Foram dois anos maravilhosos os que se seguiram. O primeiro barco à vela que governei foi um modelo Vaurient e depois um Snipe”, recordou[…]”.
Fonte: DN : 05/07/09
Excerto da entrevista do DN. Notícia completa, aqui.

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