Pontassolense 2-2 Valdevez

Um azar nunca vem só

O Pontassolense continua sem ganhar esta temporada e cedeu ontem a segunda igualdade caseira consecutiva.

O Pontassolense começou o jogo praticamente a perder, pois o cronómetro não assinalava ainda o primeiro minuto e já o Atlético de Valdevez havia chegado ao golo, com Leo Sousa a aproveitar um lance confuso na área, para com um toque subtil, fazer a bola entrar na baliza à guarda de Vítor Pereira…
Os madeirenses demoraram algum tempo a reagir e apenas aos 9’ criaram muito perigo, após uma jogada de entendimento entre Gleibson e Rúben Pereira com este a desferir um potente remate, que fez a bola sair junto à barra. Aos 14’, os forasteiros estiveram perto de dilatar a vantagem, após um cabeceamento de Carlos Miguel na sequência de um canto. Todavia, no minuto seguinte, o Pontassolense restabeleceu a igualdade, com Diego a aproveitar da melhor maneira um ressalto na área. O Pontassolense despertou e 5’ volvidos colocou-se na frente do marcador, com um “chapéu” de grande classe de Rúben Pereira após nova jogada envolvente.

Os madeirenses voltaram a conceder algumas facilidades defensivas no início da segunda parte e disso se aproveitou o Atlético de Valdevez para restabelecer a igualdade, na conversão de uma grande penalidade, por Leo Sousa que puniu uma mão na área de Fábio Mariano.

As condições climatéricas pioraram consideravelmente na etapa complementar, com nevoeiro, a espaços intenso e com chuva torrencial. Alheio aos factores naturais, o Pontassolense partiu em busca do golo da vitória.

Aos 64’, Adriano na cobrança de um livre, obrigou Vítor Nuno a defesa apertada. Responderam os visitantes, no minuto seguinte, num contra-ataque veloz, conduzido por Leo Sousa mas Vítor Pereira opôs-se bem aos intentos do avançado contrário.

No meio do intenso nevoeiro, Bruno na cobrança de um livre, à passagem dos 70’, obrigou Vítor Nuno a grande defesa para canto. Na sequência do mesmo, foi um defesa do Clube Atlético de Valdevez, sobre o risco, a evitar o pior para as suas cores.

Os minutos finais foram de intensa pressão dos insulares, embora com os forasteiros a espreitarem o contra-ataque, na procura da primeira vitória no campeonato, tendo já em descontos, o guardião contrário negado o golo a Bruno.

“Voltámos a sofrer uma infelicidade”: Jorge Paixão estranhou a nomeação de um árbitro de braga para este jogo

Jorge Paixâo não gostou do resultado porque, em sua opinião, a sua equipa foi “melhor” que o adversário e lamentou o início adverso do encontro. “Entrámos a perder e voltou a acontecer mais uma infelicidade. Sofrer um golo no primeiro minuto de jogo nunca é agradável”.

O treinador do Pontassolense destaca a “boa reacção da equipa” à desvantagem. “Fizemos dois golos, conseguimos dar a volta ao resultado e tivemos mais algumas oportunidades”, lembra.

“Acabámos melhor na primeira parte e na segunda esperávamos que o adversário saísse um pouco mais do seu meio campo para nos dar mais espaço aconteceu o lance da grande penalidade. É para vocês comentarem… Não me queixo das arbitragens porque temos de ser superiores quando erram, mas acho estranho um árbitro de Braga para arbitrar um jogo de uma equipa da Associação de Futebol de Braga”.

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