Ricardo Jardim expõe ‘Cloud Mine’ na Estalagem da Ponta do Sol

A Estalagem da Ponta do Sol inaugura hoje, pelas 18h30, uma exposição individual de fotografia de Ricardo Jardim. Esta é a primeira vez que o mesmo se aventura a realizar uma mostra, embora já tenha iniciado o seu percurso fotográfico de forma mais consistente há cerca de 15 anos.

A exposição inclui múltiplos trabalhos de médio e pequeno formato, nos quais Ricardo Jardim desenvolve uma aproximação pessoal, que diz não ser conceptual mas antes sensorial, aos ambientes de montanha, cenários quase oníricos percorridos por névoas que lhes conferem um carácter verdadeiramente etéreo. As fotografias recordam um pouco o vídeo ‘Kitsune’, realizado pelo artista português João Penalva nas serras da Madeira, e apresentado há anos na ‘Porta 33’. Embora admita essa referência, Ricardo Jardim considera-a “mínima” e enfatiza sobretudo a influência do cinema no seu trabalho fotográfico – particularmente o de Arnold Franck, cineasta alemão da década de 30 do séc. XX, que trabalhou com Leni Riefenstahl.

Ambos realizaram filmes de alpinismo, que muito marcaram Ricardo Jardim, o qual, porém, refere que a sua aproximação à montanha sempre foi desenvolvida numa vertente contemplativa e estética, não propriamente desportiva. Nas imagens desta mostra, particularmente a preto e branco, o autor buscou gerar zonas de sombra muito pronunciadas, carregando propositadamente nos negros. Uma influência, talvez, também de Castro, artista que aprecia. Por outro lado, refere Ricardo Jardim, “a poesia também me deixou sempre uma impressão muito forte, que procuro transpor para a fotografia. Fotografo o que sinto”.

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