Ajuda para cobrir poços – Junta de freguesia dos Canhas

Só este ano, a Junta de Freguesia dos Canhas já ofereceu material para cobrir seis tanques de rega.
Segundo o presidente da Junta de Freguesia dos Canhas, António Cruz, esta é uma aposta feita entre aquela entidade e a Câmara Municipal da Ponta do Sol, que fornece o material quando é necessário vedar os poços com blocos e cimento. «A Junta oferece arame, ferros, estacas e o material de vedação. Isto é claro que para uma entidade só para assumir isto tudo é muito difícil, por isso a autarquia ajuda com o outro material. Já ajudamos seis este ano e há mais pedidos para serem satisfeitos», explicou aquele autarca.
Apesar de afirmar que as juntas, neste momento, «são o parente pobre da democracia», a ajuda de 45 mil euros anunais da autarquia são uma ajuda preciosa para ajudar os munícipes.

Com este dinheiro, a junta tem arranjado algumas veredas para o acesso a casas e tem construído paragens de autocarro. Ao longo de dois mandatos e meio, António Cruz já mandou edificar 12 coberturas para as paragens de autocarro, faltando, neste momento, construir apenas uma.

Além disso, a Junta apoia sempre que alguém solicita, desde pessoas com mais carência, como também as associações culturais e desportivas do concelho.
«Apoiamos a todos, desde que nos solicitem. Ajudamos também as escolas primárias com material didáctico e no transporte para as visitas de estudo que fazem para fora do concelho».
Quanto ao que o presidente de junta anseia para a sua freguesia, António Cruz tem uma lista que ainda gostava de ver cumpridas, mas para isso precisa da ajuda do Governo. O primeiro é o Centro de Actividades Múltiplas e o segundo projecto é a via expresso para os Canhas, que estão projectados. Um pavilhão gimnodesportivo coberto para a prática de exercício físico no Inverno é, na opinião de António Cruz, uma necessidade, como também a recuperação da estrada de ligação entre a Ponta do Sol e os Canhas, isto após da aposta do Governo Regional e a Câmara na colocação do saneamento básico e rede de água potável.

Acesso à Junta sem barreiras

A Junta de Freguesia dos Canhas vai celebrar o seu aniversário a 10 de Julho, data em que vai inaugurar o acesso sem barreiras ao edifício da Junta.

O autarca António Cruz explicou ao nosso jornal que primeiro a Junta construiu o acesso para cadeira de rodas na igreja. Actualmente, está a construir um acesso sem barreiras para as instalações da Junta. «Era uma necessidade. Somos entidades públicas e temos de dar o exemplo», justificou o presidente da Junta.
Nesse mesmo dia, será ainda inaugurada a biblioteca com livros doados por uma “filha da terra” que está a viver em Lisboa. «Ela ofereceu mais de 700 livros que estão agora a ser divididos por secções. Esta foi apenas metade da doação. Ela já prometeu que depois de falecer, o resto dos seus livros vêm para cá», afirmou António Cruz.

Falta trabalho para a população

João Pita nasceu na freguesia dos Canhas e adianta à nossa equipa de reportagem que teve que sair daquela localidade para tentar uma vida melhor lá fora. Passados vários anos e já reformado, afirma que agora é a vez dos jovens tentarem a sua sorte no estrangeiro, porque «há muita crise. Para esta população falta trabalho. Os que recebem a reforma ainda se safam, mas os que não recebem estão mal. Lá trabalho falta bastante». João Pita dá o exemplo do filho que teve que ir para o estrangeiro para «ver se arranjava trabalho, porque aqui não há nada».

Um lar de idosos maior e um centro de saúde melhor

Fátima Andrade é natural da freguesia dos Canhas e gostava que a população daquela localidade tivesse acesso a um centro de saúde com condições e «uma casa para idosos. Já existe uma, mas não cabe toda a gente».

A nossa interlocutora lamenta ainda que naquela freguesia não haja trabalho para os mais novos. «Os jovens estão a fugir daqui, porque não há muito trabalho para as pessoas. As pessoas embarcam muito para o estrangeiro». Fátima Andrade já esteve a trabalhar na ilha de Guernsey e sugere que as empresas deveriam fazer como acontece lá, deixar que os jovens trabalhem duas ou três horas por dia. «Assim mais gente estava empregada».

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