Pontassolense 1 – 1 Caniçal

Justiça chegou mesmo no fim

A justiça chegou com o cair do pano, mas chegou. Ou seja, num jogo monocórdico, algo amorfo e com poucos motivos de interesse, foi, contudo, o Caniçal quem mais porfiou e quem criou as melhores ocasiões de golo, pelo que não merecia perder. E, aquele golo nos minutos de compensação, apontado por Cláudio, na sequência de um canto, repôs alguma justiça no jogo, cujo resultado se aceita com alguma naturalidade.

Aliás, o próprio treinador do Pontassolense manifestou a opinião de que, pese embora custe sempre sofrer um golo no fim, a sua equipa não merecia ganhar. “Não fizemos por vencer e acabamos por ser penalizados por isso mesmo”, admite com dignidade.

Com tudo isso, não foram muitas as oportunidades de golo para os dois lados, numa primeira parte aborrecida, em que os lances de perigo nasceram de bola parada, pese embora tenha pertencido a Adriano a melhor ocasião para uma das equipas marcar, com o jogador do Pontassolense a falhar sem ninguém na baliza.

A segunda parte trouxe mais dinâmica e um Caniçal mais atrevido, mas pouco eficaz na finalização, como atesta a escandalosa perdida de Daniel, que falha o golo à boca da baliza. Daí que Flavo Neves se lamentasse imenso das oportunidades perdidas pela sua equipa – “foram seis ou sete situações para marcar”, diz – o que quase valia a derrota. “Conseguimos empatar no último minuto, pelo que do mal o menos”, sustentava.

De facto, apesar do Caniçal estar agora melhor no jogo, seria o Pontasolense a marcar já perto do final, num bom golpe de cabeça de Gleibson, um dos mais inconformados jogadores da casa, e Adriano obrigaria ainda Thiago a uma boa defesa num lance que ‘mataria’ o jogo. Até que, já em períodos de compensação, Cláudio surge a rematar à meia volta, na sequência de um canto, evitando assim que o Caniçal saísse dos Canhas de mãos a abanar. O que levou mesmo o seu treinador a mostrar uma enorme satisfação para com os seus jogadores, “num quadro de muitas limitações que tem o Caniçal e que nos impediu de lutar pela subida”.

Já Jorge Paixão ficou triste com “a apatia da sua equipa, que vinha de dois bons jogos”, num jogo que considerou de pouca qualidade.

DN:14-04-2008

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