Investimento à espera na Ponta do Sol

Há obras à espera do PDM. Cinco de turismo e quatro de comércio e habitação

São nove potenciais investidores privados que estão actualmente à espera de ver o Plano Director Municipal da Ponta do Sol revisto para poderem concretizar outros tantos projectos. Cinco são do ramo do turismo e quatro no sector da habitação/comércio. Dito por outras palavras, a verdade nua e crua, é que, para estes empresários, o actual PDM está a condicionar, e de que maneira, o investimento neste concelho.

É essencialmente por isso que a revisão se torna premente e fundamental, caso o município queira ver retirado proveito da aplicação de capital. Ciente desta realidade está Rui Marques presidente da autarquia, que no entanto tranquiliza os “homens do sector”, garantindo que “caso exista muita vontade em avançar rapidamente nestas iniciativas, a Lei prevê a faculdade de eles próprios financiarem, em colaboração com a Câmara Municipal, planos de urbanização”.

A alternativa, no fundo, poderá servir de ferramenta para contornar a questão, estando mesmo em curso um plano de urbanização acima da rotunda da vila da Ponta do Sol para que dois dos quatro blocos de apartamentos previstos, possam ser num curto período de tempo viabilizados. O DIÁRIO sabe, e Rui Marques confirma, que pelo menos dois destes empreendimentos possuem áreas suficientemente satisfatórias para no futuro o tão ambicionado super ou hiper mercado, que não existe no concelho, possa efectivamente surgir. “Seria o primeiro do género e preencheria uma velha aspiração da população”, assegura.

Ao todo, pendentes do PDM estão cinco projectos relacionados com a hotelaria e quatro para construção de blocos destinados à habitação, estes a serem todos erguidos na quota superior à rotunda, conforme mencionado.

No sector do turismo, a freguesia da Madalena do Mar, na opinião do presidente, “reúne excelentes condições para crescer a este nível”, avançando como novidade, a construção de um conjunto de diversas moradias de luxo, numa área aproximada de 20 mil metros quadrados. Rui Marques, contudo, excusa-se adiantar pormenores sobre a infra-estrutura, apenas garantiu que “será uma mais-valia para o concelho onde todas as moradias, por exemplo, terão piscina e outro tipo de comodidades de nível superior”.

Ainda na Madalena, junto à foz da ribeira, o autarca, confirmou que, a 27 de Abril de 2007, deu entrada um pedido de condicionamentos para a viabilidade de uma unidade hoteleira. Porém sublinha que, a intenção de construir o hotel de cinco estrelas transita já do anterior mandato.

Marques afiançou que apesar do litoral da freguesia ser apetecido todo este investimento pendente para a Madalena não irá retirar à população o acesso ao mar e à promenade.

Quanto aos empreendimentos habitacionais, o presidente acha natural o interesse pela “baixa” do município. “Tem bons acessos, é tranquilo, e a verdade é que todo o investimento feito nesta área está todo rentabilizado pelos empresários”.

A terminar, o autarca revelou a localização das restantes três unidades de turismo rural à espera da revisão: Lombo de S. João e sítio das Terças, são as localidades escolhidas.

Data: 07-04-2008

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