A. D. Pontassolense 2 – 2 Ribeira Brava

03032008.jpgNuma partida em que ambas as equipas procuravam pontuar para assegurar o primeiro objectivo, a manutenção, saiu a ganhar o Ribeira Brava que com o empate festejou, desde já, a obtenção de tal desidrato. Ao Pontassolense resta aguardar pelas próximas jornadas….

Quinze minutos endiabrados, com quatro golos, marcaram os melhores momentos do jogo entre rivais concelhios que foi mais disputado que bem jogado e teve um resultado adequado à produção das duas equipas. De parte a parte, há razões de satisfação e insatisfação. No Pontassolense, pelo anular de uma desvantagem de dois golos que evitou um mal maior, continuando com o grupo dos seis primeiros ao seu alcance; para o Ribeira Brava pelo ponto que garante desde já a manutenção, mesmo deixando fugir outros dois depois de estar a ganhar por 2-0.

O jogo teve poucos primores técnicos e muita luta na disputa de cada lance. Ainda nenhuma das equipas o tinha justificado e o Ribeira Brava passava para a frente no primeiro remate do jogo, um livre bem executado por Vítor Hugo. Quatro minutos mais tarde, outro momento de genialidade, desta vez de Jerónimo, autor de um golo de fazer levantar qualquer estádio. “Não se marcam golos daqueles todos os dias. Eles tiveram a felicidade de fazer dois tentos em dois remates”, queixou-se Jorge Paixão, treinador do Pontassolense.

6_90993.jpgA sua equipa acabaria por responder na mesma moeda, com dois tentos em cinco minutos, por Ângelo e Gleibson. Nenhum deles com a mesma beleza, mas suficientes para responder com eficácia à… eficácia do Ribeira Brava. “É difícil digerir este resultado. Ninguém o espera depois de estar a ganhar por 2-0”, lamentava-se Luís Filipe, atleta ribeira-bravense. “O futebol é isto e já nos aconteceu. Jogámos bem e o empate serviu-nos”. De facto, passado este período ‘louco’, as equipas acalmaram e o 2-2 manteve-se até final com a falta de espaço para jogar nos dois meios campos a impedir grandes jogadas de perigo até final. Só Bruno (44), Josivan (66), Adriano (67) e Valter (74) ameaçaram quebrar o nó que amarrava o futebol das equipas.

Mais contente ficou o Ribeira Brava que assegura a continuidade na II Divisão. “É o prémio merecido para o trabalho que fizemos. Na segunda fase, apenas queremos chegar o mais frente possível”.

Do outro lado, vieram as felicitações. “Parabéns ao Ribeira Brava, clube, pela aposta ganha nos jogadores madeirenses”, disse Jorge Paixão. “Quem dá a volta pela segunda vez consecutiva em casa num derby tem de ser uma equipa forte mentalmente”. Depois, um lamento. “Quero felicitar o brio dos atletas, mesmo atravessando muitas dificuldades. Somos sensíveis e compreendemos essas situações mas é muito complicado lutar nas circunstâncias actuais. Mas há que ter pensamento positivo. Tenho a certeza que vamos atingir o nosso objectivo”.

Boa arbitragem.

Momentos

21′ – 0-1 – Vítor Hugo cobra um livre descaído sobre a esquerda com um remate cruzado, sem hipóteses de defesa.

25′ – 0/2 – Cruzamento de Canas a sobrevoar a área a ‘apanhar’ Jerónimo que aplica um remate sem preparação, fazendo a bola embater no poste antes de entrar na baliza.

30′ – 1-2 – Livre na direita, a bola sofre um ressalto e Ângelo, rápido a reagir, empurra para o golo.

35′ – 2/2 – Canto marcado por Adriano com Gleibson a elevar-se mais alto e a empatar.

DN 03/03/2008

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