Ernesto de Macedo Faria – Remexer em recordações despertou a curiosidade

25_02_2008.jpgDocumentos do avô estão guardados com carinho

Ernesto de Macedo Faria tem guardado com estima informações e documentos de seu avô, Feliciano de Macedo Faria, tais como o passaporte, fotos, bilhete da viagem do barco (1923).
Questionado sobre o porquê de só agora, passados tantos anos, procurar os familiares na Madeira, respondeu que “essa pergunta já a fiz a mim próprio, e não encontro uma resposta com sentido real”.
Passados uns tempos após a morte de seu avô, encontrou uma caixa que estava bem tratada, onde haviam papéis velhos. Remexeu os papéis e encontrou muitos documentos e cartas provenientes da Madeira.
“Eram cartas enviadas pela sua mãe e irmãs, as cartas tinham mais de 40 anos e o avô as guardava como um tesouro”.
Ao lê-las e ordená-las, recordou os relatos que o avô lhe contava da sua terra, com nostalgia, de quando era menino.
Nesse momento, tentou imaginar a vida desse homem que, com 19 anos, partiu da sua terra até o outro lado do oceano, suportou mil infortúnios à procura de um futuro melhor, trabalhou num país estranho, formou uma nova família.
Com 85 anos, guardava essas cartas como se dessa forma estivesse mais próximo dos seus irmãos e amigos na Madeira e estivesse a contar-lhes as coisas que sentia, disse.
Desta forma, Ernesto de Macedo Faria, sem saber o motivo real e como se fosse um pedido do avô, sentiu um forte impulso em procurar e encontrar os familiares que vivem na Madeira.

Centro tem recebido pedidos de ajuda

O Centro das Comunidades Madeirenses na RAM tem recebido pedidos de emigrantes que procuram os familiares na Região ou nas comunidadees onde se inserem. Existe, inclusive, uma pasta denominada “Procura de Familiares”.
Gonçalo Nuno dos Santos, responsável pelo Centro das Comunidades explicou ao JM que esta é a a principal função daquele organismo, que “é unir a Madeira ao mundo e o mundo à Madeira”. Assim sendo, o centro procura localizar, a pedido dos interessados, os familiares num sentido e noutro.
Quando as informações são pedidas na Madeira, o Centro das Comunidades trata de saber junto dos Consulados da área de residência da pessoa em causa, se a consegue localizar.
No caso das informações serem pedidas a partir de fora da Região, o Centro das Comunidades pede informações às juntas de freguesia e aos arquivos. “Nós tentamos estabelecer as pontes que são possíveis”, reiterou. Há muitos pedidos de informação de familiares na Venezuela, normalmente, para resolver questões de partilha de bens. Há casos de pedidos que são feitos pelo Tribunal, devido a situações pendentes.

Élia Freitas
25/02/2008

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