Pontassolense 3-3 Caniçal

dn0401101901.jpgGrande espectáculo de futebol

Num jogo de futebol estilo britânico, com os conjuntos sempre à procura do golo e com qualidade, o empate final acaba por premiar a atitude de todos os intervenientes.

Os primeiros minutos de jogo foram de maior domínio do Pontassolense que criaram a primeira oportunidade, à passagem do quarto-de-hora, num livre de Adriano a que Thiago Leal correspondeu da melhor maneira.

Pese o maior pendor ofensivo dos da casa, foi o Caniçal a adiantar-se no marcador, num golo pleno de serenidade, da autoria de Cláudio. Dois minutos volvidos, foi Vítor Pereira com uma defesa vistosa, a negar o golo a Valter Ferreira. Aos 37’, Celsinho com um remate de pé esquerdo, colocou a bola fora do alcance de Vítor Pereira e ampliava a vantagem do Caniçal.

dn0401101902.jpgNa resposta, Adriano com um remate potente, obrigou Thiago Leal a trabalho de qualidade. O Caniçal poderia ter cavado um fosso maior, mas Wanderson aos 43’, isolado atirou ao lado. No minuto seguinte, Glauco correspondeu da melhor maneira a um livre cobrado por Adriano e reduzia a diferença.

No regresso das cabinas, o Pontassolense denotava a firme vontade de dar a volta aos acontecimentos. A equipa visitada, pressionava imenso e não estranhou o tento da igualdade por Gleibson. A partida continuava intensa e aberta e o Caniçal voltou a adiantar-se no marcador, num remate de Valter Ferreira. Contudo, na resposta, Ângelo aproveitava da melhor maneira um desatenção da defesa forasteira e voltava a restabelecer a igualdade. As equipas ainda não estavam saciadas e continuavam à procura do golo. Aos 68’, Wanderson enviou a bola à barra. Ângelo respondeu com muito perigo e aos 80’, Wanderson possibilitou boa defesa a Vítor Pereira. Em descontos, Edu desferiu um remate de longe, com a bola a passar junto ao poste da baliza de Thiago Leal.

«O resultado acaba por ser justo»

No final da partida, o técnico do Pontassolense, Jorge Paixão afirmava que «foi um bom especáculo. Defrontámos uma equipa boa, forte na transição rápida e no contra-ataque, aproveitando muito bem os espaços. Hoje (ontem) e pela primeira vez desde que aqui estou, a minha equipa acusou muito o facto de querer ganhar este jogo. Entrámos mal e cometemos erros, na primeira parte, que uma equipa a este nível não pode cometer. Reagimos com algum “coração” e conseguimos reduzir. Ao intervalo, disse aos jogadores que, fundamentalmente, tivessem cabeça. Entrámos com grande atitude, mas o resultado final acaba por ser justo».
Confrontado com as críticas tecidas à arbitragem por parte do Caniçal, Jorge Paixão referiu que «tenho o 4º nível de treinador da UEFA Pro e adoro treinar. Não tenho jeito nenhum para arbitrar. Nunca falo das arbitragens. Os árbitros erram, como os treinadores, os jogadores e os dirigentes, quando não cumprem. O árbitro é humano e errou para os dois lados. A desculpa, quando não se consegue ganhar, que é sempre o árbitro o culpado, já está gasta».

«O árbitro atemorizou-nos»

Por seu turno, o técnico do Caniçal, Flávio Neves afirmava que «foi um excelente jogo de futebol, num campo difícil. Jogámos frente a uma equipa, que em casa, usa e abusa do futebol directo. Entrámos muito bem no jogo e conseguimos fazer dois golos. O árbitro empurrou-nos sistematicamente para trás. Condicionou os nossos jogadores. Tinhamos cinco cartões amarelos ao intervalo e 16 ou 17 faltas, contra apenas 4 do nosso adversário. Atemorizou constantemente os nossos jogadores. Pedi ao intervalo, para terminar o jogo com onze. Contudo, foi uma partida extraordinária em termos de emoção. Os meus jogadores estão de parabéns, pois estão a ser extraordinários, numa época muito complicada».

JM 18/02/2008

Imagens – DN

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