RUI MARQUES – PRESIDENTE C.M.PONTA DO SOL

070907.jpgNa presidência da Câmara da Ponta do Sol desde Outubro de 2005, Rui Marques apresenta um concelho que, apesar de tímido, já vai revelando sinais de progresso.

– Nos dias de hoje, como poderia descrever este concelho?

– Como munícipe, bem antes de assumir a presidência, tinha uma ideia generalizada de que este era um concelho agradável para quem nele vivia, mas onde faltavam ainda muitas coisas. Entretanto, saí para estudar no Continente, surgindo, logo depois, a oportunidade de ficar à frente do concelho. Era um desafio bastante aliciante, mas bastante complicado, como deve calcular.
Passados uns 6 anos, o concelho, a nível de infra-estruturas capazes de servir a população e conferir-lhe uma melhor qualidade de vida, encontra-se bem servido.

É um concelho essencialmente rural, que está a dar os seus primeiros passos no que toca ao turismo. Temos 2 unidades hoteleiras e uma outra de turismo rural. Há outros investimentos privados, aqui, no concelho, que estão a aguardar a revisão do Plano Director Municipal (PDM). Aproveito o momento para adiantar que o PDM se encontra já a ser revisto. Estamos a contactar primeiramente as populações, empresários e respectivos presidentes de Junta. É minha prioridade, ainda, resolver pequenas questões relacionadas com a própria população, colocadas já por altura da minha tomada de posse. De certa forma, satisfazer, ainda, aquelas necessidades básicas associadas ao próprio ambiente. Falo da recolha de resíduos sólidos, da rede de esgotos… Actualmente, todos os locais estão abastecidos com rede de água. As acessibilidade são, no entanto, um problema ainda por resolver, visto tratar-se de um concelho rural. As artérias principais estão, de facto criadas. Refiro-me, especificamente, à criação de pequenos ramais que sirvam pequenos aglomerados habitacionais que se encontrem mais afastados.

– Ponta do Sol, Ganhas e Madalena do Mar as partes de um todo…

– Comecemos pela Ponta do Sol. Em termos territoriais, a freguesia da Ponta do Sol tem quase o dobro da freguesia dos Canhas, situação esta que se inverte em termos populacionais. Mas não nego que a população, em termos de concelho, tem vindo a crescer, um bom indicador de que estamos a progredir. Há, de facto, condições criadas para a fixação das pessoas.
Ainda em termos territoriais, é de salientar que a freguesia da Ponta do Sol é um pouco acidentada, encontrando-se dividida em vários lombos. A freguesia dos Canhas, por seu turno, posiciona-se numa quota mais elevada e apresenta-se numa área bem mais plana. Em termos de expansão e de criação de infra-estruturas empresariais este é, de facto, um espaço que oferece maiores facilidades. Posso ainda considerar que os Canhas é um grande pólo económico aqui do concelho, a ver pelas próprias empresas lá sediadas.
A freguesia Madalena do Mar é, sem dúvida, aquela que se posiciona numa área mais complicada. Se, por um lado, o seu carácter litoral é problemático no Inverno, a encosta dos Canhas transforma-se numa verdadeira barreira à sua expansão. Trata-se de uma freguesia pequena que vive essencialmente da banana
A nossa intenção é chegar a todas as freguesias e satisfazer as necessidades de toda a população.

– Infra-estruturas importantes para o concelho?

– As grandes obras já estão feitas. Voltando um pouco ao passado, uma obra que foi fundamental para este concelho e para expansão da própria vila foi aquela variante da rotunda para norte, logo à entrada do concelho, onde foram instalados o Pavilhão, a Escola Básica, as Piscinas e o Centro de Saúde.
Os blocos habitacionais onde foram instalados centros comerciais também vieram dinamizar bastante a vila.
Poderá mesmo dividir-se a vila em duas partes distintas. Na zona velha, chamada zona histórica, encontram-se instalados todos os serviços, caso da junta de freguesia, tribunal, câmara, finanças, centro cultural. Mas há também a zona nova, que abrange toda aquela zona acima da rotunda para cima.
Vamos ter, agora, uma nova obra. Como podemos ver, a vila da Ponta do Sol insere-se num vale um pouco estreito, quando comparado, por exemplo, ao vale que abriga a Ribeira Brava. A única possibilidade que a vila tem é a de expandir para norte, por isso mesmo temos que utilizar os espaços existentes. Essa zona norte será fundamental para a criação de áreas de lazer e outras infra-estruturas sobre as quais prefiro não me pronunciar ainda. Adianto, apenas, que há interesse privado para dinamizar o concelho em termos turísticos.
Já anunciada pelo Governo Regional está a construção da via expresso para os Canhas, que, neste momento, se encontra em fase de estudo. Esta é uma medida fundamental para o concelho e para a freguesia em si, visto serem os Canhas um grande pólo económico do nosso concelho. Previsto estava apenas o melhoramento da estrada regional. Mas a sua extensão e as condicionantes existentes, no que toca a terrenos e habitações, ditou a necessidade de uma via expresso, solução essa que, para além de mais viável, acabará por conferir um maior impacto àquela zona.

– De que forma a Ponta do Sol tem contribuído para a economia da Região?

– Como referi, a Ponta do Sol; tratando-se de um concelho rural vive muito da agricultura. A cana-de-açúcar e a banana são os dois produtos com maior produção aqui, no concelho. Mas também temos o sector da construção civil, sector esse que emprega um considerável número de pessoas.
0 turismo, relembro, está a dar os primeiros passos, mas sublinho a sua possibilidade de expansão, a partir de investimentos já previstos…

– Novas unidades hoteleiras, então, para breve?

– Na altura que fizemos a audiência prévia de interessados para a revisão do PDM, houve, de facto, propostas que serão tidas em conta. Claro que teremos sempre em atenção o ordenamento do território e questões ambientais. Não vou entrar em loucuras e mudar por completo a nossa paisagem, até porque um dos pontos fortes deste nosso concelho é a sua beleza natural.

– Actualmente, como é que são vividas estas festas do concelho?

– Já vamos no nosso 5O6.Q aniversário. A Câmara pretende sempre que as pessoas vivam e participem nestas festas. Os Jogos do Sol, compostos por equipas aqui do concelho, é um bom exemplo disso. A receptividade e abertura das pessoas a este tipo de iniciativas tem-se revelado fantástica.
Temos também o festival de folclore, que é sempre muito procurado. De modo a que as pessoas participem mais nestes eventos e espectáculos e de forma a facilitar a deslocação de pessoas idosas, a Câmara disponibilizou autocarros no passado domingo para o transporte das pessoas que queiram assistir à festa. O regresso será feito após o fogo de artifício.
Novidade, este ano, é o artista convidado Beto e o concurso “Caça ao Talento”, concurso dividido em três modalidades: música/voz; música/instrumento; pintura/desenho. Haverá um vencedor dentro de cada uma destas modalidades, como também um vencedor absoluto. O concurso foi aberto aos munícipes e não só.

Suplemento do DN 07/09/07

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