Entrevista, João Luís, treinador da A.D. Pontassolense

João Luís, treinador da equipa do Pontassolense está de “alma e coração” no seu novo clube. Adepto confesso do Marítimo, onde esteve inclusive, nas últimas três temporadas, o técnico garante que o seu empenho e dedicação ao Pontassolense nestes próximos tempos será total, já que o seu profissionalismno está acima de qualquer outra situação. Para já, o objectivo de João Luís passa mesmo por mudar os resultados negativos e começar a conquistar vitórias.

Jornal da Madeira — Depois de duas jornadas disputadas, como é que está a decorrer a adaptação a esta nova realidade?

João Luís — Foi uma mudança ponderada, muito pensada mesmo. Achei mesmo que era isto que queria para a minha carreira. Foi um passo e um projecto diferentes. Depois de ter estado durante três anos a dar tudo o que tinha de mim ao projecto da equipa “B” do Marítimo, saí com a consciência tranquila porque fiz muita coisa por aquele projecto.

JM — Trabalhar no Marítimo “B” e no Pontassolense tem muitas diferenças certamente…

J.L. — É claro que existem diferenças. Mas quando disse que esta mudança foi ponderada, pensada e feita de forma desejada, já me referia a essas situações. Para além de saber tudo aquilo que me esperava, sabia aquilo que tinha. Não saí do Marítimo em busca de melhores condições, mas sim em busca de um projecto de características diferentes e nesse aspecto, acabei por não ser surpreendido. Estou totalmente dedicado a este projecto.

JM — Como é que está a decorrer todo este processo?

J.L. — Em termos de resultados, não está a corrrer como desejaríamos, como é natural. No primeiro jogo perdemos frente a um candidato, mas estávamos, a três minutos do fim, a vencer e acabámos por perder com uma grande dose de infelicidade. Nesta última deslocação, não estava nos nossos planos perder o jogo. O adversário reconheceu a nossa mais-valia, o nosso maior domínio e controlo do jogo e a nossa infelicidade. Mas, como sabemos, vitórias morais não existem e o nosso objectivo é bem claro. Temos que ir à procura dos pontos. A equipa começa a dar fortes indicações de que já assemelhou o modelo, não estamos a jogar como um grupo de atletas, mas como uma equipa que sabe perfeitamente o que quer, e isso dá-me garantias.

JM — Há muito mais pressão no Pontassolense do que aquela que havia no Marítimo?

J.L. — A pressão existe em todo o lado. Já passei em muitos mais clubes como treinador e a pressão é igual no Marítimo, no Pontassolense, no regional. Temos que gerir a pressão negativa e positiva. É normal porque todos querem ganhar e este clube não é diferente, porque todos trabalham em prol da vitória e quando elas não aparecem, temos que fazer ainda mais para rendibilizar todo o nosso trabalho.

JM — O que é que lhe pediram?

J.L. — Aquilo que me pediram, o presidente e a sua direcção, foi profissionalismo, dedicação. Em termos competitivos, temos como grande objectivo classificar-nos entre os seis primeiros lugares.

JM — Agora, enquanto treinador do Pontassolense, acha que é possível repetir a classificação da temporada passada?

J.L. — O ano passado, o Pontassolense nunca pensou atingir aquela posição, mas com o andar do campeonato as coisas aconteceram Esta é uma equipa diferente, tem um treinador diferente, tem um grupo diferente, mas tem a mesma direcção e a mesma dedicação para conseguir fazer o melhor campeonato possível com modúlos competitivos completamente diferentes. Temos que começar do zero. O Ano passado foi muito bom, há dois anos nem por isso, mas temos que encarar tudo isto de forma diferente. Não vamos transportar aquilo que de bom foi feito, apenas encarrar com a mesma dedicação. Cadajogo será sempre como se fosse o primeiro.

No Pontassolense com a mesma dedicação e empenho de sempre

João Luís agarrou um novo projecto. Adepto e simpatizante confesso do Marítimo, o actual treinador da AD Pontassolense diz que não terá qualquer tipo de dificuldade quando o adversário for a sua anterior equipa, ou seja, o Marítimo “B”.

«Não tenho qualquer tipo de dificuldade, inclusivamente, vou ser adversário do Marítimo nesta série, já o fui noutras circunstâncias, quando estava na Camacha, enquanto treinador adjunto, e já nessa altura não tinha qualquer problema. Uma coisa são os interesses clubísticos e outras são os interesses profissionais», começou por dizer João Luís, para logo de seguida acrescentar que está no Pontassolense com o mesmo empenho que o vem caracterizando desde há já longos anos. «Estou aqui com a mesma força, com o mesmo empenho que defendi o Marítimo e de outros clubes por onde passei. A minha entrega não deixa qualquer dúvida», garantiu.

A pressão existe em todo o lado. Já passei em muitos mais clubes como treinador e a pressão é igual no Marítimo, no Pontassolense, no regional. Temos que gerir a pressão negativa e positiva. É normal porque todos querem ganhar e este clube não é diferente.

Fonte JM 05/09/07

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