Revolta perpetuada na Lombada da Ponta do Sol

Fez ontem 45 anos em que os populares do sítio da Lombada, na Ponta do Sol, enfrentaram mais de 200 polícias por causa da água de rega e que resultou em um morto e muitos feridos. Para assinalar os 45 anos da revolta da água na Lombada da Ponta do Sol foi ontem celebrada uma missa e inaugurada uma escultura em homenagem aos homens e mulheres que enfrentaram o Estado, que se queria apoderar da água de rega que corria na Levada dos Moinhos.

Para assinalar a data, Gabriela Relva, irmã da Sãozinha, que faleceu durante o tiroteio, mandou celebrar ontem uma missa na igreja da Lombada, sendo que logo depois foi inaugurada uma escultura, perpetuando assim a revolta da água.

Da autoria do escultor Sílvio Cró,  a escultura, localizada junto à igreja, no início da Levada dos Moinhos, ainda não está concluída. A peça está dividida em duas partes. A primeira foi construída com tubos de latão que simboliza o ciclo da água, onde estão inscritas várias datas e a inscrição “Nesta levada corre sangue e água”.

A segunda parte do projecto será a gravação do rosto da vítima mortal, a Sãozinha, acompanhada do nome de todas as pessoas que participaram na revolta. Como a investigação ainda está em curso, não foi possível concluir a escultura para o dia de ontem. Sílvio Cró disse que a dimensão da obra não é o mais importante, mas sim o que ela representa, que é a luta deste povo.

Fonte DN e JM (22-08-07)

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