História da Madalena do Mar

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Nos primeiros anos
De colonização
Chegou à Madeira
Henrique Alemão

Henrique Alemão
Era um príncipe polaco
Que chegou a esta ilha
No seu lindo barco

João Gonçalves Zarco
Desta ilha descobridor
Deu terras da Madeira
A este «Belo» senhor

O príncipe polaco
Não achou oferta pequena
E logo resolveu chamar
Essa terra Madalena

Mais tarde, puseram em dúvida
O seu nome verdadeiro
Pois, havia quem o apontasse
Como sendo, Ladislau terceiro

Ladislau terceiro
Era, quem na Polónia reinava
Mas, perdida uma Batalha
Pelo mundo peregrinava

Henrique Alemão
A sua identidade escondeu
Mas durante uma festa
Alguém o reconheceu

O nosso rei (Afonso V)
A verdade, quis saber
Por isso, pediu-lhe
Para, perante ele, comparecer

A sua verdadeira identidade
Nunca se confirmou
Pois, quando ia dizer a verdade
Uma quebrada o matou

Quando ia dizer ao nosso rei
Se ele também era rei ou não
Caiu uma Quebrada que o matou
Lá para os lados do Cabo Girão

Passaram-se seis anos
E o seu filho cresceu
Quis desvendar o mistério
Mas um acidente sofreu

Ia no seu Barco
Já no alto mar
Houve uma tempestade
Que acabou por o matar

Passaram-se alguns anos
A viúva voltou a casar
E instituíram o morgadio
Da Madalena do Mar

Esta Madalena
linda de se diferenciar
Por isso a palavra Mar
Resolveram acrescentar

Foi no dia 1 de Fevereiro
Data que estamos a comemorar
Que foi criada a Freguesia
Da Madalena do Mar

Foi no ano de 1582
Que se formou esta (Freguesia
Por isso estamos a festejar
Esta data com alegria

Depois desta data
A população começa a aumentar
Lançam-se no amanho das terras
E terrenos por desbravar

Das primeiras culturas
Extraiu-se, o café, que foi exportado
E, chegando a Londres
Foi o melhor classificado

Posteriormente a cana de açúcar
teve um grande desenvolvimento
Mas, a Banana tomou
O seu lugar, com o tempo

Alguns habitantes
Tornaram-se pescadores
E para trataras Bananeiras
Ficaram os agricultores

Em 1865
Houve uma grande desgraça
A ribeira transborda
E leva tudo por onde passa

Dizem os apontamentos do tempo
Que na ânsia do seu trabalho salvar
Algumas pessoas enfrentaram as cheias
Que acaôou por os matar

Em 1939
Alguns anos mais tarde
Exacta freguesia foi acossada
Por violenta tempestade

Devido ã esta tempestade
O caudal da riBeira aumentou
E cada habitante temendo o pior
A sua casa evacuou

Com a água sempre a cair
A ribeira transbordava
E a água aos Baldoes
Tudo derrubava

No Sítio da Rua
Que era um sítio importante
Jt riêeira destruiu
Iodos os edifícios num instante

Tudo o que lá havia
Com o tempo ruiu
Pois a tempestade
tudo destruiu.

Até na igreja
Nada escapou
todos os documentos
A ribeira levou

Mais tarde tiveram de reconstruir
A igreja e uma ponte de madeira
Pois tudo isto foi destruído
Pela fúria da ribeira

Passado algum tempo
Tudo isto acalmou
E o tempo depois de tanta perda
Um manto de misericórdia lançou

A Bananeira frutificava
Dava riqueza e pão
Mas também começou
A haver emigração

Os seus destinos eram
Austrália, Canadá, Brasil e Venezuela
Iam à procura de um futuro
E de uma vida mais bela

É esta a História
Que nós sabemos contar
Da nossa bela Freguesia
Da Madalena do Mar

E por isso, aqui estamos
Com muita alegria
Para festejar
O Aniversário da Freguesia

Fim!

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